Presidente da Câmara de Rio Verde é preso suspeito de envolvimento em fraudes na área de educação em que delegado foi denunciado
Presidente da Câmara de Rio Verde é preso suspeito de envolvimento em fraudes O presidente da Câmara Municipal de Rio Verde, Idelson Mendes (PRD), foi preso ...
Presidente da Câmara de Rio Verde é preso suspeito de envolvimento em fraudes O presidente da Câmara Municipal de Rio Verde, Idelson Mendes (PRD), foi preso preventivamente suspeito de envolvimento em fraudes na área em que o delegado Dannilo Proto foi denunciado, conforme apurado pela TV Anhanguera e confirmado pelo g1. Além dele, outros dois funcionários do órgão legislativo também foram presos preventivamente. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A operação cumpriu os mandados de prisão e de busca e apreensão nesta quinta-feira (5), em Rio Verde, no sudoeste goiano. Os nomes dos funcionários públicos não foram divulgados e, por isso, o g1 não obteve o posicionamento da defesa. O g1 entrou em contato com a Câmara Municipal de Rio Verde e com a assessoria do vereador, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A defesa do delegado não foi localizada. A prisão dos três agentes públicos ocorreu na quarta fase da Operação Regra Três, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Sul. Entre os mandados de prisão, também estava um contra o delegado Dannilo Proto, já preso desde a primeira fase da operação, suspeito de fraudar processo de inexigibilidade de licitação para a contratação de instituição de ensino. Presidente da Câmara de Rio Verde é preso suspeito de envolvimento em fraudes na área de educação em que delegado foi denunciado em Rio Verde, Goiás Divulgação/MPGO e Reprodução/Instagram de Iseldon Mendes LEIA TAMBÉM: Delegado é denunciado por desvio em contratos na área da educação em Rio Verde Delegado é preso suspeito de desviar R$ 2,2 milhões em contratos na área da educação em Rio Verde Delegado preso suspeito de desvio em contratos na educação é flagrado com celular na prisão, diz MP Segundo o Ministério Público de Goiás, a quarta fase da operação apura a atuação de uma organização criminosa com possível envolvimento de agentes públicos também nos municípios de Santa Helena de Goiás e Iporá. O órgão informou ainda que o objetivo da fraude seria viabilizar a realização de concurso público para o preenchimento de vagas no quadro de pessoal da Câmara Municipal de Rio Verde, com possível obtenção de vantagem indevida a partir da arrecadação de taxas de inscrição pagas pelos candidatos. Conforme apontam as investigações, os suspeitos preparavam e utilizavam documentos para simular legalidade do procedimento administrativo de contratação, com possível orientação de advogados contratados pelo Poder Legislativo municipal que, em eventual conflito de interesses, também representariam a empresa beneficiada. Delegado denunciado Em agosto de 2025, o delegado Dannilo Proto foi preso suspeito de fraudar contratações públicas e desviar recursos destinados para escolas estaduais em Rio Verde. Na época, o MPGO informou que o esquema teria desviado mais de R$ 2,2 milhões dos cofres públicos desde 2020. Na época, a defesa do delegado afirmou que a denúncia do Ministério Público tratava-se de "evidente excesso narrativo fático-acusatório" e que demonstrará, em momento oportuno, a ausência de elementos de prova (confira a nota completa ao final do texto). A operação investiga a suposta organização criminosa, liderada pelo delegado da Polícia Civil, suspeita de fraudes em contratações públicas e direcionamento ilegal de recursos públicos destinados principalmente a reformas e obras em escolas da rede estadual de ensino. Nota da defesa de Dannilo Ribeiro Proto A Defesa do Delegado Dannilo Proto, representada pelos advogados Alan Cabral Jr. e Rogério Leal, informa ter tido acesso à denúncia oferecida pelo Ministério Público. De pronto, observa-se o evidente excesso narrativo fático-acusatório, prática conhecida como overcharging prosecution, infelizmente cada vez mais recorrente. A Defesa, contudo, recebe com serenidade a acusação e aguardará que, durante a instrução, o Ministério Público produza as provas necessárias para além de qualquer dúvida razoável, pois é seu ônus provar o que alega. Por sua vez, quando oportuno, a Defesa demonstrará ao Juízo, autoridade competente para a análise probatória, a ausência de elementos de prova, bem como a inexistência de fundamentos que sustentem as imputações constantes na denúncia. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás